segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Há feridas que nunca saram

Não consigo esquecer,

Não consigo perdoar,

Há forças que não tenho,

Há forças, que não as consigo ter,

É incurável, esta dor que sinto em mim,

Não é uma palavra, que vai esconder estas lágrimas,

A maneira como olho para ti,

O sorriso que não vês,

As palavras que não ouves,

As conversas que não partilhamos,

Os momentos que não vivemos,

É talvez, triste para ti,

E doloroso para mim,

Mas há feridas que nunca saram,

E esta, nunca sarará…

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A vida é irónica




É pensar milhões de vezes ‘naqueles’ momentos tristes dos quais ainda há memorias, 
É dizer não todos os momentos,
É gritar para esquecer,
É falar para impedir,
É escrever para aliviar, 
Chorar para limpar, estes olhos de quem sofre,
Sonhar, é correr atrás desta ilusão,
É caminhar atrás ‘daquilo’ que não existe,
Enfrentar a dureza da vida,
Viver o passado,
Parar o tempo,
É irónico, a maneira de como se vive,
Há gente que não sabe o que é tristeza, 
Outros o que significa decepção, 
Sofrer por uns e por outros,
Viver na impossibilidade, 
É confuso de explicar, como é complicado de entender,
Por fazer vencer ‘aqueles’, que não merecem,
Por fazer perder ‘aqueles’ que lutam.


Não sei porque me sinto assim



Sinto inspiração,

Sinto algo que nunca senti,

Sinto-me bem quando estás por perto,

Apetece-me cantar sempre que me falas, 

Apetece-me esconder sempre que não me respondes,

Estás agarrado a mim,

 Fico louca quando simplesmente me respondes, mesmo com poucas palavras,

O que será isto?

O meu mundo já é louco,

Mas contigo sempre com essas palavras, em que eu não resisto,

Mais o meu mundo fica louco,

Não sei, porque estou a escrever assim,

Mas de uma coisa tenho a certeza,

Que tudo aquilo que sinto em mim, é uma grande, grande confusão,

Não sei no que acreditar, 

Não sei no que pensar,

E no que hei-de sentir,

Para mim são tudo sensações novas,

E algumas recordações, no futuro.