sábado, 1 de janeiro de 2011

Diz-me o que sou para ti

Já tanto que passei,

Já tanto que chorei,

Já tanto que sofri,

Tenho feridas no lugar do coração.

Achas que sou de ferro?

As minhas forças estão a desaparecer,

Achas que aguento tudo isto?

Estou a sofrer, estou a magoar os outros por tua culpa,

Quero-te sempre esquecer,

Tento enterrar o que sinto ou simplesmente apagar,

Mas já não dá,

É quase ou impossível de apagar,

Por estares constantemente a magoar-me.

Por todo o mal e pelo pouco bem,

Ainda há em mim um impulso,

Por tentar conseguir chegar mais além,

Por lutar, sem fim,

E sem limites.

Tu em mim, pouco significas,

Porque sei que para ti, pouco ou nada sou,

Tenho imensa pena que assim seja,

Pela minha indiferença com ‘esse alguém’.

Eu luto, eu luto,

Mas nunca obtenho resultados,

As tuas palavras são injustas,

De uma pessoa que já não é ninguém.

Gostava de entender essa tua frieza,

Por dentro e por fora,

Essa tua frieza tão gelada,

Que ate o coração te gela.

Quem és tu?

És ‘aquele’ que deixa os outros serem injustiçados,

És ‘aquele’ que gosta de abusar do sofrimento dos outros,

És uma pessoa triste,

Pela tua arrogância forte e feia.

Afinal o que são os outros para ti?

O que significam em ti?

E eu?

Tenho alguma importância em ti?

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Não sei se acabou...


O meu mundo está pesado,

Um pouco confuso,

Um pouco complicado,

Difícil de entender,

Ou mesmo de surpreender.

Palavras não há,

Olhares, de desilusão,

Pensamento, de mágoa,

Sentimento, de distancia,

Medo de falhar ou perdoar,

Não saber o que fazer,

Ou talvez não saber o que dizer,

Sorrisos, já não há.

Tenho um rasgão, no lugar do coração,

Um sentimento de perda,

Mas não, nunca, de esquecimento,

Talvez pudesse dizer, acabou.

Não sou vítima ou santa,

Nem quero a razão do meu lado,

Não quero perfeições,

Quero simplesmente justiça,

E que esse ‘alguém’ entenda que também sofro,

Que não sofro do nada,

Tudo em mim e o que venha de mim,

Tem justificação,

Tem um motivo,

Sofro de adorar-te demais,

Choro por o meu mundo ser assim, pesado e confuso,

Talvez pudesse dizer, acabou.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Uma pessoa que não quero ser

Não sei bem como descrever o que vai e vem em mim,

Umas vezes tenho vontade de agarrar as oportunidades com ‘unhas e dentes’,

Outras a vontade parece, desaparecer,

A vontade de fazer o que quero, permanece constante,

O coração diz-me uma coisa,

E a cabeça diz outra.

Há uma voz em mim que me faz errar,

Uma voz que me faz deixar para trás, aqueles que são importantes em mim,

Uma voz que me atormenta,

Uma voz que me persegue.

Tenho medo desta voz,

Desta incerteza,

Desta sensação de desistência,

Este sentimento de errar ou perder.

Tenho medo de dizer ou fazer o que seja,

Esta voz, torna-me diferente,

Torna-me uma pessoa fria,

Uma pessoa insensível,

Uma pessoa orgulhosa,

Que não me deixa alcançar os meus objectivos,

Uma pessoa, pelo qual eu não me identifico,

Uma pessoa que eu não quero ser.