segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Do silêncio à dor



De cabelos desalinhados,
De olhos fechados,
Com pensamentos em reflexão,
Escrevo na esccuridão.


De coração ferido,
Com palavras nos lábios,
De rosto pingado de lágrimas,
De cabeça deitada na almofada,
Espelho na minha mente as injustiças.


As minhas lágrimas sempre cairam sob a calada,
Os meus sentimentos sempre escondidos,
Ora entre o meu coração e o meu olhar,
As palavras silenciosas que nunca se ouviam,
As verdades que me magoavam.


Uma vida difícil,
Para a qual tive de "crescer",
Na qual ganhei,
Outras perdi.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O meu rosto


Estou cansada de caminhos do além,
De caminhos sem fim,
De caminhos difíceis.

O tempo passa,
E a dor que sinto até parece desaparecer,
Mas o meu rosto permanence igual.

o meu rosto, um sorriso está,
As tristezas ficam por detrás de tudo aquilo que sou,
Os meus esforços começam a desistir por si próprios.

O espelho reflete a imagem, que não quero ver,
Aquela imagem persiste em ficar na memória,
Persiste em ficar marcada na minha vida.

Talvez a palavra "desistência" seja ainda forte,
Enfrentar a vida sempre foi um grande objectivo, para mim,
Ultrapassar os contratempos, apenas é um obstáculo.

E agora?
As lágrimas caiem sob a almofada. 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quem és? Quem sou?


Eu não sei o que és,
Eu não sei o que queres,
Eu não sei quem és.

Pensava conhecer-te,
Pensava amar-te eternamente.

Acreditei nas mais pequenas palavras,
No mais pequeno olhar,
No mais pequeno sorriso.

Eu não sei se as palavras esgotam,
Mas as minhas esgotaram,
Eu não sei se os sentimentos congelam,
Mas os meus congelaram.

Dói muito a decepção,
Os meus sentimentos acabaram,
É irónica a ilusão,
As minhas palavras quebraram.


Estou exausta,
A minha cabeça por dia, mil e mil voltas dá,
Já não consigo estar perto, sequer,
Não suporto mais isto.