segunda-feira, 4 de junho de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Não sou uma boneca

Dei tudo o que podia,
Fiz tudo a meu alcance,
Para que desse certo.
Falo sem sequer ser escutada,
Tenho presença, sem ser notada,
Faço o que faço sem ser vista.
Existo, sem motivo,
A razão, é uma falha,
É uma luta desistida.
Escuto, sem julgar ou criticar,
Palavras, são lágrimas soltas,
Atitudes, para corações despedaçados.
Entende quem quer,
Mas falar assim, é injusto, é errado,
Só quer dizer, que nunca fui nada.
Faço as coisas, sem nunca esperar nada de
volta,
Quero sempre sorrisos nos rostos,
E eu fico sempre para trás.
Sou esquecida nesse canto,
Nesse buraquinho pequenino,
Nessa parte de coração.
Não sou nenhuma boneca,
Para se brincar com os meus sentimentos,
E andar nas mãos de toda a gente.
Gostava de ser respeitada,
Que fossem reconhecidos, os meus esforços,
E de nunca ser humilhada de
certas formas.
sábado, 14 de abril de 2012
A viagem de comboio
É incrível…
A maneira como uma pessoa deixa de marcar presença física,
Como se instala um silêncio que não quer falar,
E como se marca um olhar repleto de uma mágoa permanente.
A vida é como uma viagem de comboio,
Que se embarca e desembarca a qualquer momento,
Sem saber quando, o nosso companheiro de lado abandonará o comboio,
Em alguma estação, tem de se ficar.
Mas a viagem deixará, marcas,
Uma saudade eterna,
Uma mágoa sofredora,
E memórias inapagáveis.
Sei que vimos ao mundo, com uma missão,
Mas não é justo,
Não é justo, que gente com coração “parta”, assim,
A vida é uma injustiça, mesmo.
Dizem que a vida é curta demais,
É verdade, a vida pode ser dois dias, como um longo caminho,
Um caminho sem sentido, sem rumo,
Mas que tem direito, de ser aproveitada da maneira mais intensa.
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