terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ironia do destino

Bastam meias palavras,
Para tudo entender,
Mas nada saber.

Lágrimas e silêncios,
Sorrisos mudos,
Olhares breves.

Preciso de me encontrar,
Descobrir a minha vocação,
E procurar a luz da minha perfeição.

Aquelas conversas à beira mar…
Fortalecem a minha verdadeira essência,
E encorajam a voz do meu coração.

Frases construtivas,
Palavras fortificantes,
Realidades do destino.

Partilhamos o mesmo sentido de vida,
Mas com significados diferentes,
Por caminhos que ainda estão por desvendar.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Momentos do passado



Olho para fotografias antigas,
E já nem sequer consigo imaginar esse tempo.

É demasiado difícil pensar no passado, estando no presente,
E reconstruir factos que não já não existem.

Hoje, dói ver fotografias, de momentos perfeitos,
E acreditar que eles existiram realmente.

Como posso saber que foi verdade?
Tenho apenas pequenas memórias.

O tempo mudou, completamente o meu caminho,
E o além das minhas expetativas.

Será que tinha mesmo de ser assim?
Uma vida perfeita e louca, ao mesmo tempo.

Sei que nada acontece por acaso,
E o que significa isso?

O patamar de exigência de vida, sobe,
E por que é que tem de ser tão complicado?

Tudo faz sentido,
E de um minuto para o outro, pode já não fazer.

Todas as nossas vidas se cruzam, por uma razão ou outra,
E tudo isso tem um significado, qual?



sábado, 5 de novembro de 2011

A voz do suspiro


Está de noite,
E uma noite fria e chuvosa.

     Consigo ouvir a chuva, lá fora,
E dou voltas e voltas, sem adormecer.

Foi um dia longo,
Foi um dia de emoções.

A tua voz, ficou aqui, na minha mente,
As tuas palavras, ficaram-me a martelar.

Os teus movimentos, parecem-me visões,
E os meus pensamentos parecem memórias.

Vai embora,
Vai por um suspiro.

Não desapareças,
Mas faz o meu coração saltar.

Não fiques longe,
Pois quero olhar-te olhos nos olhos.

Vai com o vento,
Como uma folha deste Outono.
 
Mas não fujas,
Não te escondas de mim.