terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Assim sou eu

Gosto de ser assim,

Livre de todos e presa aos que tanto adoro,

Tenho as minhas limitações,

Se começo, acabo,

Se resisto, sou uma vencedora,

Se me perder, recomeço,

Sonho, sem grandes ilusões,

Se me ‘ferirem’, perdoo,

Se sofro, é de tanto adorar,

Se choro, é por memórias perdidas ou esquecidas.

Não sou perfeita,

Sou simples,

Mas completa,

Os meus objectivos chegam mais além,

Viajo nas realidades,

Sou como sou,

Nem nada nem ninguém pode mudar o que sou e o que sinto,

Pois mudo conforme os obstáculos que surgem na vida,

E mudo com o tempo e quem me faz mudar.

Quero ir mais além,

Quero procurar novas palavras,

Quero saber mais,

Quero abrir novas portas,

Caminhar novos percursos,

Um dia, hei-de ser gente.


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Há feridas que nunca saram

Não consigo esquecer,

Não consigo perdoar,

Há forças que não tenho,

Há forças, que não as consigo ter,

É incurável, esta dor que sinto em mim,

Não é uma palavra, que vai esconder estas lágrimas,

A maneira como olho para ti,

O sorriso que não vês,

As palavras que não ouves,

As conversas que não partilhamos,

Os momentos que não vivemos,

É talvez, triste para ti,

E doloroso para mim,

Mas há feridas que nunca saram,

E esta, nunca sarará…

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A vida é irónica




É pensar milhões de vezes ‘naqueles’ momentos tristes dos quais ainda há memorias, 
É dizer não todos os momentos,
É gritar para esquecer,
É falar para impedir,
É escrever para aliviar, 
Chorar para limpar, estes olhos de quem sofre,
Sonhar, é correr atrás desta ilusão,
É caminhar atrás ‘daquilo’ que não existe,
Enfrentar a dureza da vida,
Viver o passado,
Parar o tempo,
É irónico, a maneira de como se vive,
Há gente que não sabe o que é tristeza, 
Outros o que significa decepção, 
Sofrer por uns e por outros,
Viver na impossibilidade, 
É confuso de explicar, como é complicado de entender,
Por fazer vencer ‘aqueles’, que não merecem,
Por fazer perder ‘aqueles’ que lutam.